Para quem tem 60 anos ou mais e para a família
Vacinas depois dos 60: checklist
Veja, vacina por vacina, o que ela previne, o que recomendam a SBIm e o Ministério da Saúde e se ela tem na UBS. Marque o que já tomou e leve a lista para conversar na consulta.
Para quem tem condições específicas. Pessoas com doenças crônicas, imunidade baixa (por doença ou remédio), em tratamento de câncer ou com transplante seguem regras diferentes, decididas com o médico.
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Gripe (influenza)
Tem no SUSProtege contra: Gripe e suas complicações, como a pneumonia.
SBIm
Uma dose todo ano. A SBIm dá preferência à vacina de alta concentração (high dose); se ela não estiver disponível, a vacina comum.
Ministério da Saúde (SUS)
Uma dose a cada temporada, com a vacina trivalente.
Onde encontrar: Na UBS: vacina trivalente. A de alta concentração só em clínicas particulares.
Covid-19
Tem no SUSProtege contra: Formas graves da covid-19.
SBIm
Uma dose a cada seis meses.
Ministério da Saúde (SUS)
Uma dose a cada seis meses (dose semestral).
Onde encontrar: Na UBS.
Pneumocócica (pneumonia)
No SUS para alguns gruposProtege contra: Pneumonia, meningite e outras infecções graves causadas pela bactéria pneumococo.
SBIm
Recomendada a todos os idosos: uma dose da vacina conjugada 20-valente (VPC20). Quem já tomou outra vacina pneumocócica (VPP23, VPC13 ou VPC15) segue um esquema próprio, com intervalos.
Ministério da Saúde (SUS)
Uma dose da 20-valente para: pessoas de 60 a 84 anos acamadas ou que vivem em instituições (casas de repouso, hospitais); todas as pessoas a partir de 85 anos; povos indígenas sem vacina conjugada anterior. Pessoas com certas doenças são atendidas nos centros de imunobiológicos especiais (CRIE).
Onde encontrar: Na UBS ou no CRIE, só para os grupos ao lado. Para os demais, em clínicas particulares.
Herpes-zóster (cobreiro)
Só em clínica particularProtege contra: Herpes-zóster, o cobreiro, e a dor que pode ficar depois dele.
SBIm
Recomendada a partir dos 50 anos: vacina inativada (recombinante), duas doses com dois meses de intervalo. Indicada também para quem já teve cobreiro ou tomou a vacina antiga (atenuada).
Ministério da Saúde (SUS)
Não faz parte do calendário do Ministério da Saúde.
Onde encontrar: Não está na UBS. Só em clínicas particulares.
Tétano e difteria (dT) ou tríplice adulto (dTpa)
Tem no SUSProtege contra: Tétano e difteria. A dTpa protege também contra a coqueluche.
SBIm
Manter em dia, com reforço a cada dez anos, de preferência com a dTpa. Quem tem o esquema incompleto ou não sabe completa as doses. Para quem convive com bebês, a SBIm considera antecipar o reforço para cinco anos.
Ministério da Saúde (SUS)
dT: três doses e reforço a cada dez anos (ou cinco anos, em caso de exposição a risco de tétano ou difteria). A dTpa, no SUS, é para profissionais de saúde.
Onde encontrar: Na UBS: dT. A dTpa só em clínicas particulares (no SUS, só para profissionais de saúde).
Hepatite B
Tem no SUSProtege contra: Hepatite B (e, por consequência, a hepatite D).
SBIm
Para quem não foi vacinado: três doses, com intervalo de um e de seis meses (0-1-6).
Ministério da Saúde (SUS)
Três doses, conforme o histórico vacinal.
Onde encontrar: Na UBS.
Vírus sincicial respiratório (VSR)
Só em clínica particularProtege contra: Infecções respiratórias pelo VSR, que podem causar pneumonia e piorar doenças do coração e do pulmão.
SBIm
Uma dose. Recomendada a todos a partir dos 70 anos. Dos 60 aos 69, para quem tem maior risco: doenças do coração, do pulmão, dos rins ou do fígado, diabetes, obesidade, imunossupressão, fragilidade, quem está acamado ou vive em instituição de longa permanência.
Ministério da Saúde (SUS)
Não faz parte do calendário do idoso do Ministério da Saúde.
Onde encontrar: Não está na UBS para idosos. Só em clínicas particulares.
Febre amarela
No SUS para alguns gruposProtege contra: Febre amarela.
SBIm
Para idosos não vacinados. A SBIm recomenda duas doses (a segunda dez anos depois). Também lembra que o serviço de saúde avalia a indicação a partir dos 60 anos.
Ministério da Saúde (SUS)
Uma dose, só em casos excepcionais: para não vacinados que vivem ou vão viajar para área com circulação do vírus, depois de avaliação do serviço de saúde sobre riscos e benefícios. Para viagem, pelo menos dez dias antes.
Onde encontrar: Na UBS, depois de avaliação do serviço de saúde. Também em clínicas particulares.
Outras vacinas, em situações especiais
As fontes citam estas vacinas só para situações específicas. Vale conversar com o médico se alguma se aplicar.
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). SBIm: não é de rotina depois dos 60; pode ser indicada pelo médico em surtos ou viagens. Ministério da Saúde: para trabalhadores da saúde.
- Varicela (catapora). Ministério da Saúde: só para trabalhadores da saúde e povos indígenas sem histórico da doença.
- Hepatite A e hepatites A e B combinada. SBIm: depois de exame de sangue, em contato com doentes ou em surtos. Só em clínicas particulares.
- Meningocócicas conjugadas (ACWY ou C). SBIm: em surtos e viagens para áreas de risco. Só em clínicas particulares.
Minha carteira de vacinas – o que conversar na consulta
Não tomei: converse com o médico sobre
Não sei: confira na carteira de vacinação e converse com o médico sobre
Já tomei: confira na carteira de vacinação se está em dia
Você ainda não marcou nenhuma vacina. Marque "já tomei", "não tomei" ou "não sei" em cada uma para montar a lista.
Leve a carteira de vacinação (em papel ou no aplicativo Meu SUS Digital) e os comprovantes de clínicas particulares. Quem indica cada vacina, o momento e o intervalo entre doses é o médico ou a equipe da sala de vacina.
Fontes: Calendário de vacinação SBIm idoso (2026/2027, versão de 17/06/2026) e Calendário Nacional de Vacinação, Ministério da Saúde (vacinas do idoso, a partir de 60 anos) (2026). Acesso em 28/10/2026.
Fontes: Calendário de vacinação SBIm idoso (2026/2027, versão de 17/06/2026); Calendário Nacional de Vacinação, Ministério da Saúde (vacinas do idoso, a partir de 60 anos) (2026). Acesso em 28/10/2026.
Por que olhar a carteira de vacinação depois dos 60
Com a idade, a defesa do corpo responde com menos força às infecções. Gripe, covid-19, pneumonia e cobreiro tendem a ser mais pesados e podem descompensar doenças que a pessoa já tem, como as do coração, do pulmão e o diabetes. Algumas vacinas são anuais ou semestrais; outras têm dose única ou reforço a cada dez anos. Por isso é comum a carteira ficar incompleta sem ninguém perceber.
Duas referências orientam a vacinação do idoso no Brasil: o calendário do Ministério da Saúde, que define o que a UBS oferece, e o calendário da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), que inclui vacinas disponíveis só em clínicas particulares. Elas nem sempre coincidem, e a escolha para cada pessoa leva em conta a saúde, as vacinas anteriores e o momento. Uma consulta de rotina é uma boa ocasião para revisar tudo isso junto com os remédios e a prevenção.
Quer revisar outros pontos da saúde de quem você cuida? Veja o roteiro Está na hora?.
Perguntas frequentes
Por que a SBIm e o Ministério da Saúde recomendam coisas diferentes?
O Ministério da Saúde define o que é oferecido de graça no SUS, levando em conta também custo e logística para todo o país. A SBIm, sociedade médica de imunizações, recomenda o que considera ideal para cada idade, incluindo vacinas que só existem em clínicas particulares. Por isso a página mostra as duas, lado a lado.
Onde encontro as vacinas que já tomei?
Na carteira de vacinação em papel e, para as doses registradas no SUS, no aplicativo Meu SUS Digital. A UBS onde a pessoa costuma se vacinar também pode consultar o registro. Doses de clínicas particulares ficam no comprovante entregue pela clínica.
Quem tem doença crônica ou imunidade baixa segue o mesmo calendário?
Não necessariamente. Pessoas com certas doenças, em tratamento de câncer, com uso de remédios que baixam a imunidade ou com transplante seguem regras próprias, e algumas vacinas são oferecidas nos centros de imunobiológicos especiais (CRIE). Essa decisão é tomada com o médico.
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